➤ Coisas que aprendi trabalhando na internet

Trabalhar na internet pode ser a atividade mais interessante e vantajosa do mundo. No entanto, conforme as semanas, meses e anos vão passando, você vai se apercebendo de alguns factos e erros cometidos trabalhando na internet que ficam marcados em sua mente para sempre, prevenindo-o de os voltar a cometer.

Eu comecei a trabalhar como freelancer na internet há bastante tempo. Nos meus quase 6 anos de trabalho na internet, posso me orgulhar de ter cometido um pouco de todos os tipos de erros, dos mais infantis e chocantes, até aos mais surpreendentes e reveladores.

Hoje compreendo que se não tivesse cometido esses erros no passado, não poderia estar na posição que hoje ocupo no mercado, onde clientes me procuram ao invés de ter de ser eu a encontrar trabalho e onde posso filtrar os interesses que me interessam ou não interessam.

freelancer

Neste artigo irei desvendar algumas das aprendizagens que retirei de todos estes anos de experiência, para que você que está começando no ramo, possa evitar cometer os mesmos erros por mim cometidos.

Preste atenção e tome nota do que direi de seguida. Pode lhe poupar muitas dores de cabeça no futuro!

#1 – “Preços de amigo”? Não, obrigado!

Todos os que tenham um mínimo de experiência de trabalho na internet já se depararam com negociações com clientes deste tipo:

“Você pode fazer um desconto de amigo, colega? Se você fizer um bom trabalho, eu estarei falando de você para todos os meus amigos e aí você ficará famoso e cheio de dinheiro em um instantinho. Me faça aí um descontinho e no final sairá ganhando!”

Confesso que hoje, olhando para trás, ainda me custa perceber como no início de minha carreira, deixei que conversas deste gênero me persuadissem, mas a verdade é que na época, qualquer trabalho que aparecesse era bem vindo e receber pouco dinheiro por um trabalho era melhor do que não receber nenhum.

Ainda assim, rapidamente me apercebi que se eu queria ser levado a sério, como um profissional, então estava na hora de começar a agir como um!

Ainda hoje recebo algumas “propostas” deste tipo por parte de alguns potenciais clientes, mas a minha resposta é pura e crua:

“O meu trabalho e tabelas de preço estão pré-definidos. Se eu defini X valor para um serviço, é porque acho que meu tempo e a qualidade do meu trabalho valem esse preço. Se você não pensa dessa forma, pode sempre procurar outro “profissional” mais acessível ao que você pretende.”

Esta pode parecer uma abordagem demasiado agressiva, mas a verdade é que a partir do momento em que comecei a abordar os clientes desta forma, eles perceberam que deste lado estava alguém qualificado e ciente do seu valor e foi assim que minha popularidade e reputação começaram a ganhar alguma relevância no mercado.

#2 – Não trabalhar para amigos/familiares!

Esta é um clássico. Quando você aparenta ter um conhecimento mais avançado em alguma área e seus familiares/amigos sabem, você receberá pedidos constantes de todos eles para efetuar todo o tipo de serviços relacionados com sua área.

O que o tempo me mostrou é que trabalhar com pessoas próximas de você pode se revelar uma grande dor de cabeça. Por diversas vezes, me envolvi em projetos com amigos/familiares que mais tarde acabaram trazendo problemas, problemas esses que colocaram em causa nossa amizade e boa relação.

Assim, hoje tenho uma regra ética bastante rigorosa: não trabalho para familiares, amigos nem conhecidos próximos.

Claro que isso não me impede de ocasionalmente dar uma “mãozinha” àquele meu amigo que está organizando uma festa e precisa de um cartaz para a mesma ou de ajudar em situações semelhantes.

A diferença é que, nesses casos, me recuso veemente a ser remunerado e assim deixa de ser uma relação cliente-freelancer e se mantém apenas como uma relação normal de um amigo ajudando outro.

#3 – Planeie todo o processo de criação com o cliente antecipadamente!

Na hora das negociações iniciais, é importante deixar tudo “em pratos limpos”. Qual o serviço, seu prazo, valor de pagamento, método de pagamento e forma de parcelamento (ou não) do mesmo.

Eis os tópicos essenciais no processo de negociação e apresentação do projeto inicial:

  • Serviço (qual o serviço e ideias do cliente para resultado final)
  • Prazo de entrega
  • Preço
  • Método de pagamento
  • Parcelamento

Ter todos estes aspetos resolvidos e clarificados antes do início dos trabalhos é de extrema importância para evitar que, na hora da entrega, não hajam assuntos pendentes que possam colocar em causa a transação…

I-am-an-artist

Eu sou um artista. Isso não significa que irei trabalhar de graça :p

#4 – Seus preços definem você!

Sendo totalmente honesto, quando comecei a trabalhar como freelancer na internet, acabei conseguindo meus primeiros clientes devido aos preços bastante baixos que praticava.

A verdade é que era novo, inexperiente e meus conhecimentos técnicos ainda não eram apurados o suficiente para que eu me sentisse confortável em pedir valores mais altos pelo meu trabalho.

No entanto, consoante sua experiência e conhecimento progridam, é essencial que essa mudança se reflita no preço se você quer realmente ver sua carreira evoluir.

Consoante você vai aumentando os preços, é normal que alguns de seus clientes regulares acabem saindo de sua lista de contatos. No entanto, o lado positivo é que muitos outros surgirão, com mais poder econômico e projetos mais ambiciosos, compatíveis com seu novo estatuto no mercado.

Durante todos estes anos, meus preços sempre foram sofrendo modificações e ajustes e já lidei com vários tipos de clientes. Logo, passei a ganhar mais dinheiro.

Hoje, com conhecimento de causa, posso dizer que com o seu progredir na escala, a responsabilidade para com o cliente aumenta bastante (daí a maior remuneração econômica por seus serviços), no entanto a sensação de realmente ver meu trabalho respeitado e admirado devidamente pelo cliente é uma sensação que motiva de uma forma muito especial.

Por isso: Quer ser levado a sério? Pratique preços a sério. Você não é escravo nem tem o dever de praticar voluntariado para com seus clientes!

Se pergunte para si mesmo quanto acha que vale uma hora de seu trabalho e reflita esse resultado no valor de seus serviços. Se você for realmente bom o suficiente para justificar o preço, então não se preocupe – o cliente pagará o valor pedido!

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!